Entenda como a reforma tributária afeta o agronegócio em 2026 e o que muda para produtores rurais e empresas do setor

Com a chegada da reforma tributária, produtores rurais e empresas do agronegócio já sentem a necessidade de entender como o novo sistema vai afetar a rotina e os custos do setor.

A seguir, veja o que muda, os principais pontos de atenção e o que você pode fazer para se preparar.

Quais são as principais mudanças com a reforma?

A reforma tributária prevista para 2026 tem como objetivo simplificar o atual sistema de tributos do Brasil. Para isso, ela propõe a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Essa mudança impacta o agronegócio principalmente por mexer com o regime de isenções, créditos tributários e alíquotas reduzidas — benefícios que o setor vinha acumulando ao longo dos anos.

O setor agrícola vai pagar mais impostos?

Essa é uma das principais dúvidas no campo. Embora o governo afirme que haverá uma alíquota reduzida para o setor agropecuário, ainda não há definição clara sobre os percentuais. 

O receio de produtores e entidades representativas é que a carga tributária efetiva aumente, principalmente sobre insumos e equipamentos.

Hoje, por exemplo, boa parte dos insumos agrícolas conta com isenção de ICMS. Com a nova sistemática, esse tipo de benefício poderá ser eliminado ou substituído por créditos tributários, o que exigirá maior controle contábil por parte dos produtores.

Como fica a tributação de insumos e máquinas?

A aquisição de máquinas, pneus agrícolas, implementos e insumos tende a sofrer alteração com a nova legislação.

Produtos como pneus agrícolas, essenciais no cotidiano de tratores e colheitadeiras, poderão ser impactados pela perda de isenções estaduais, dependendo de como os governos locais vão se adaptar ao novo modelo.

Por isso, empresas que fornecem esse tipo de insumo, como a Big Tires, devem observar como essas mudanças afetarão a precificação e o repasse de custos ao consumidor rural.

E os produtores rurais pessoa física?

Para os pequenos e médios produtores que atuam como pessoa física, a reforma pode exigir uma reorganização na forma de atuação. A tendência é que regimes especiais ou simplificados sejam criados, mas ainda sem definições claras.

Hoje, grande parte da produção é feita sob regime de isenção ou com carga reduzida. Se essas condições forem revistas, muitos produtores poderão precisar:

  • formalizar uma empresa;

  • contratar contador regularmente;

  • adaptar o modelo de faturamento e emissão de notas.

Isso também traz impacto na competitividade, especialmente para quem vende direto ao consumidor ou para empresas maiores da cadeia.

A reforma afeta as exportações agrícolas?

Exportações de produtos do agronegócio tendem a manter a desoneração com a reforma. O governo tem sinalizado que esse ponto será preservado, para não comprometer a competitividade internacional do setor.

Contudo, o caminho até o ressarcimento de créditos acumulados pode se tornar mais burocrático. E isso tem levantado alertas entre cooperativas e grandes exportadoras.

O que as empresas do setor podem fazer agora?

Embora a reforma entre em vigor de forma progressiva até 2033, com primeiros efeitos em 2026, quem atua no setor agrícola já deve começar a se preparar:

  • Avaliar contratos e compras de insumos de longo prazo;

  • Acompanhar de perto a regulamentação dos novos tributos;

  • Revisar sistemas de controle fiscal e contábil;

  • Buscar orientações jurídicas e contábeis para possíveis reorganizações societárias.

Além disso, é essencial observar impactos indiretos: empresas fornecedoras de equipamentos, como pneus, rodas e peças agrícolas, também devem revisar sua estrutura tributária.

O papel da Big Tires nesse cenário

A Big Tires, especializada no fornecimento de pneus para máquinas agrícolas, acompanha de perto os desdobramentos da reforma tributária. 

A empresa entende que, diante das possíveis mudanças fiscais, é importante oferecer suporte aos produtores, com condições acessíveis, atendimento técnico e flexibilidade na negociação.

Além disso, seus produtos estão disponíveis em diversas categorias para o setor agrícola: veja mais aqui.

E agora, o que esperar?

A reforma tributária ainda passa por etapas de regulamentação. Até lá, produtores e empresas precisam se manter informados, ajustar processos e, se possível, participar das discussões públicas que moldarão o futuro do sistema.

No campo, cada real faz diferença. E entender como cada imposto impacta o custo da operação pode ser decisivo para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.